
Pessimismo com a economia atinge principalmente os brasileiros com renda familiar até dois salários mínimos. (Foto: reprodução/Canal Gov).
Porto Velho, RO - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 54% dos entrevistados pelo Ipespe em uma nova pesquisa de avaliação divulgada nesta quinta (27). Por outro lado, 41% aprovam a gestão do petista e 5% não souberam responder.
Segundo o levantamento, a condução da economia por Lula também é desaprovada por 58% dos entrevistados, que a classificaram como no “caminho errado”, enquanto que 35% veem no “caminho certo” e 6% não souberam responder.
O Ipespe ouviu 2,5 mil pessoas entre os dias 20 a 25 de março em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com grau de confiança de 95,45%.
O Ipespe apontou que a maior desaprovação a Lula ocorre principalmente entre os homens (59%), entre 45 e 59 anos (58%), com ensino médio (58%), com renda familiar acima dos cinco salários mínimos (60) e principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste:
Sul: 62%;
Centro-Oeste: 61%;
Sudeste: 56%;
Norte: 55%;
Nordeste: 45%.
Já em relação à condução da economia, são os brasileiros com ensino superior (66%) os mais pessimistas, além daqueles com renda familiar de até dois salários mínimos (62%). Isso mostra que as pessoas com menor poder aquisitivo se mostram as mais preocupadas com os rumos econômicos, por serem as mais sensíveis aos impactos da inflação e da restrição de crédito.
Nesta quinta (27), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o país vive uma situação “incômoda” de ter uma inflação alta com juros elevados por mais tempo.
“O Banco Central tem consciência de que este é um momento mais incômodo de indicadores econômicos que você vai estar com uma taxa de juros caminhando para um patamar elevado de contração e, ainda, com uma inflação acima da meta e que esperamos”, pontuou.
A taxa básica de juros está em 14,25% com previsão de uma nova elevação ainda neste ano. O objetivo do Banco Central é reduzir o fôlego da economia para baixar a inflação, que deve terminar o ano novamente acima do topo da meta, em 5,65%, segundo o Relatório Focus desta semana.
Por outro lado, o governo tenta estimular ainda mais o consumo para melhorar a popularidade do presidente Lula, que vem despencando nas pesquisas desde o começo do ano. Uma das medidas mais recentes foi a liberação do empréstimo consignado aos trabalhadores CLT e os Microempreendedores Individuais (MEI), com a expectativa de injetar R$ 100 bilhões na economia em três meses.
Fonte: Por Guilherme Grandi